Cello …

Eu o olhava, ele sorria em quanto seus dedos tremiam sobre as cordas, comprido e cheio de curvas, um instrumento tocado sentado e ao mesmo tempo totalmente eletrizante, mas o que era eletrizante mesmo era vê-lo sorrir pra mim, sentir que sua atenção era minha e que por mais que ele amasse a música e seu violoncelo podia sentir que me amava mais do que tudo.
“Smooth Criminal” era essa a música, simplesmente Michael Jackson, minha preferida dele, simplesmente porque ele dizia “Annie você está bem?” e sim eu me sentia ótima, roubada e aturdida, mas ótima, ele roubou meu coração com um violoncelo…
Um violoncelo…
Os olhos dele brilhavam, seu sorriso era encantador, ele irradiava luz, calor, amor, notas agudas e graves, o arco curvado, não tirava os olhas de mim, sem errar uma nota, simplesmente tocando como se fosse fácil e natural.
Era ele, e eu já não tinha palavras, porque eu simplesmente o amava…
- Annie você está bem?
Perguntou ele rindo dá pequena piada com e música e meu nome.
- Eu te amo…
Foi o que eu consegui dizer…
Então ele apoiou o violoncelo no chão puxou a minha cadeira até que meus joelhos roçassem nos dele e me beijou primeiro nos olhos e depois o nariz e então meus lábios.
E tive certeza que tudo dali pra frente seria nós dois e um violoncelo de presente.
Por Anellise Duarte
http://www.youtube.com/watch?v=jjOQac1vOEc&list=FLrutGDLe45S697xUs6nBT7w&index=1&feature=plpp_video
Choose
- Capitulo 2 -
Deixei-o pra trás e não olhei para ver se ele me seguia, como ele ousava chamar o Fred de mau caráter, ele nem o conhecia, duvido que tenham trocado mais que três ou quatro palavras, mas Jake continuava a insistir que ele não era para mim.
E o que mais me machucava é que ele tinha razão, Fred não era para mim, ele é bonito, engraçado, gentil e já demonstrou que gosta de mim mais do que Jake, mas não é ele que realmente quero, era Jake, sempre foi o Jake, Jake… Jake… E ele nunca realmente percebeu, talvez nem tenha passado pela cabeça dele.
E esse é o meu maior problema, um amor não correspondido… Parece egoísta, com pessoas morrendo de fome pelo mundo afora, mas quem já sofreu disso sabe… E dói muito.
Cheguei a pensar que talvez ele sentisse por mim o mesmo que sinto por ele, todos os sorrisos e olhares, o jeito como segura meu cabelo entre os dedos, como beija minha testa ocasionalmente, mas de uns tempo pra cá ele anda afastado não almoça mais comigo, não me liga e uma vez fingiu que não me viu.
Doeu.
Resolvi seguir em frente e esse seguir em frente seria definitivamente com Fred.
- Susannah, espera.
O sinal tocou e uma enxurrada de alunos invadiu o corredor, continuei andando, sabia que não conseguiria ignorá-lo por muito tempo, tinham a próxima aula juntos, mas não queria ficar ali, tentei fugir, mas claro, não consegui…
Continua …
Por Anellise Duarte
Choose
_Capítulo 1_
- Do que você está falando?
- Você sabe muito bem do que eu estou falando Susannah.
- Não sei não Jake, do que você está falando?
- Daquele cara… Daquele… Não tem uma palavra suficientemente ofensiva para descrevê-lo.
- Você não acha que está exagerando?
- Ah! Não! Eu não estou, eu sei como ele olha pra você, como se fosse… Não sei… Devorá-la talvez.
Olhei para ele perplexa.
- Jake ouve o que você está dizendo.
- Susannah, estou falando sério, ele não é pra você, é um canalha sem caráter, ele só quer te usar, só te usar.
- Você parece um namorado com ciúmes.
- Susannah, você não entende?
- Não, não entendo Jake, ele foi o único que me convidou pro baile, o único que teve a coragem de me convidar mesmo tendo você como ameaça, o único que realmente se importa comigo.
- Eu me importo com você.
- Não sei se consigo acreditar nisso.
Continua …
Por Anellise Duarte
Te ver com ela …
- Carol! … Carol!
Ele a chamava de longe, ela sabia que ele estava correndo para alcança-la, ela sempre sonhou em um dia ele vir correndo atrás dela, mas não agora, não por aquele motivo.
- Carol, me espera!
Ela parou bruscamente o fazendo trombar com ela.
- Carol, preciso falar com você…
- Caroline.
- Como assim? – Perguntou ele confuso.
- Meu nome é Caroline. – Ela não queria ser mais a Carol, não a “Carol” dele, queria Ser Caroline.
-Tá bom, Caroline… – Disse ele com ironia.- Olha Carol, você é minha melhor amiga, quero que saiba disso..
-Pedro por que você veio aqui? O que você quer de verdade?
- Porque você não fala mais comigo.
- Onde você quer chegar?
- Carol, você é minha melhor amiga, não quero te perder.
- Não posso mais ser sua melhor amiga, Pedro.
- Por que não?
- Porque eu não quero ser sua amiga, eu sempre quis ser mais, você nunca percebeu?
Ela esperou alguma reação, qualquer reação, mesmo que fosse em desprezo, mas ele não fez nada.
- Eu sei que você ama outra garota e é por isso que não posso ser sua amiga, porque eu não suporto te ver com ela.
Por Anellise Duarte
Deveria ser eu …
Eu posso vê-lo daqui, todos ao meu redor sabem que eu estou olhando para ele, todos acham que estou morrendo aos poucos e todos estavam certos, porque eu posso vê-lo daqui, abraçado a ela, rindo, de mãos dadas e testas juntas.
Ele sabe que tem meu coração, sabe que deveria ser eu e não ela, ele tem que saber que eu estava ali, sangrando, eu queria ver com os meus próprios olhos, ele sabe que sou eu que o ama, que ela não poderá amá-lo como o amo.
Era para minha mão estar debaixo da dele , deveria ser eu sentada naquele banco, será que se eu gritar ele vai ouvir? Aqui, sozinha, sentindo meu coração sendo esmagado por ele, que um dia me fez feliz.
Por quê? Por que ele não consegui ver, que eu preciso dele e que ele quebrou meu coração?
A luz resplandeceu por um segundo em seu rosto e de longe o vejo olhar em minha direção e um sorriso some do seu rosto e antes que ele possa ter qualquer reação, virei e fui embora, sem olhar pra trás, porque agora ele sabia que deveria ser eu!
Por Anellise Duarte
AM0 √C
A aula estava entediante a professora dizia algo sobre polígonos e histogramas, metade da sala dormia e a outra olhava para o teto, havia alguns que ainda resistiam, mas que logo sucumbiriam ao cansaço, eu está absorta em meus próprios pensamentos, analisando meu presente, a minha alegria era ter Darius ao meu lado, ele estava todo esparramado na carteira e olhava para mim furtivamente, começava a ficar vermelha, mas continuei firmemente na intenção de ignorá-lo, eu estava brincando com minha calculadora científica, que por sinal só comprei por ele ter uma igual, descobri algo interessante nela, descobri que conseguia escrever uma frase.
AM0 √C
Sorri com a minha singela, porém emocionante descoberta.
- Olha Darius! O que escrevi pra você?
Mostrei a ele, na esperança que ele entendesse minha deixa, ele olhou, sorriu pra mim e perguntou:
- É verdade?
- Se eu dissesse que é, o que você diria?
- Que te amo também!
Por Anellise Duarte
FORTE DEMAIS
Eu estava no quarto, absorta em um mundo que não era meu, mas que me fascinava, estava lendo Dom Casmurro de Machado de Assis o meu livro preferido na literatura brasileira, quieta, estava chovendo e o dia estava propicio para sonecas, então ouvi um carro, ele parou em frente a minha casa com o som muito alto, tocava uma música incomodante, ouvi o bater de porta, alguns passos e o som do portão de casa ser murado com violência. Não me preocupei em saber quem era, não me importava, ouvi minha mãe abri o portão e depois mais passos.
Algo se posicionou à minha frente, levantei a cabeça para identificar o ser que estava me atrapalhando bem no capítulo “O Penteado” e lá estava ele, bem na minha frente, pulei da cama, onde estava sentada e grudei em seu pescoço.
- Eu não acredito, é você! Eu estava tão preocupada.
Afastei-me dele e o olhei dos pés à cabeça, verificando se ele ainda tinha todos os membros, estava todo de preto, jaqueta, camiseta, calça jeans e tênis, tinha o olhar sombrio e os cabelos molhados sobre a testa.
- Você está bem, está inteiro?
Ele não me respondeu, apenas continuou olhando para mim sem ao menos piscar. Segurei seu rosto entre minhas mãos, entrelacei os dedos em seus cabelos e toquei seus lábios com os meus, num beijo singelo e mais rápido do que gostaria, e o abracei novamente.
- Senti tanto a sua falta…
Ele afagou os meus cabelos e disse por fim.
- Eu também senti a sua, por isso que voltei.
Um dia minha mãe me perguntou se eu era apaixonada por ele, mas não, eu não era e só naquele momento eu percebi, que não era aquelas paixonites agudas que passam em menos de dois meses, era mais do que isso e eu não podia explicar o que sentia, era forte demais.
Por Anellise Duarte
“DESCULPE-ME!” – Parte 3
- Perdoa vai! Alguns gritaram.
- É claro que eu te perdôo. Respondi
Ele me abraçou tão forte que me tirou do chão.
E sussurrei em seu ouvido:
- Vamos sair daqui…
Continuamos na festa por alguns minutos, mas logo conseguimos fugir, ele me levou pro lugar de sempre, o campo de girassol e sentamos na mesma árvore.
- Espera, antes de você falar alguma coisa, eu tenho uma coisa pra te dar. – Ele puxou alguma coisa da mochila. – Toma.
- Uma jaqueta de couro?
- É pra gente combinar, a sua é marrom e mais feminina, mas combina, não?
Eu a vesti e deixei que duas lágrimas escorressem por minha bochecha.
- Por que você está chorando? Não gostou da festa, foi a jaqueta?
- Não… É que eu te amo.
Eu o abracei e ele me beijou.
- Eu sempre te amei, desde o primeiro dia que te vi.
Fim
Por Anellise Duarte
O Namorado ! …

Eu não devia estar pensando nele daquela maneira, era errado, chegava a ser desprezível, um sorriso não diz nada, olhares muito menos, só porque ele sorriu para mim não quer dizer que ele ira terminar com a namorada e jogar tudo pro alto para ficar comigo, mas não conseguia evitar que uma pequena esperança jorrasse em meu peito, não, eu não posso ter esperanças, uma aliança na mão direita dele era só a ponta do iceberg que é o problema que eu estou me metendo.
“Ele Namora”, “Ele Namora!”, ficava repetindo sem parar todas as vezes que ele dirigia a palavra a mim, “Ele namora minha melhor amiga!” ,“Minha melhor amiga!”, eu queria chorar, queria espernear e fazer uma cena daquelas que merecem o Oscar, mas eu sabia que não adiantaria nada, nada.
Eu não sabia por que estava sentindo aquilo e não queria sentir, eu a incentivei a aceitar que ele a amava, que ele era o par perfeito para ela e agora estou absurdamente apaixonada por ele, como isso foi acontecer comigo? Uma completa ironia.
Ele podia dizer a ela que se enganou e que não a ama mais, que está sendo injusto com ela e que se apaixonou perdidamente por mim, não, ela sofreria tanto, meu Deus que tipo de amiga eu sou? Não posso fazer isso, seria um monstro insensível e egoísta, não posso simplesmente seguir em frente, estou completamente perdida.
O que eu faço agora? Como devo agir? Vou me afastar , vou fingir que ele não existe, vou fazer de conta que nada aconteceu comigo, vou pedir para mudar de sala, se ela estivesse na nossa sala seria mais fácil, mas ela está em outra, vou pedir para mudar de escola, vou ignorá-lo, vou esquecê-lo, eu tenho que esquecê-lo.
-Aline? Aline?
-Quê?
Foi ele que me chamou, cutucava o meu ombro, me virei para ele e ele abriu um sorriso absurdamente lindo e encantador
- Você pode me ajudar com a matéria da prova? Estou meio perdido.
-Hãm, não sei, acho melhor não.
-Por favor, você é a garota mais inteligente que eu conheço.
Ele piscou para mim, sorriu de novo com o mesmo sorriso de antes, inclinou o rosto para a esquerda, pegou uma mecha do meu cabelo e começou a brincar com ela, não resisti.
-Tá bom, eu te ajudo.
E tirei a mecha do meu cabelo de suas mãos.
Eu tinha que admitir e aceitar que estava completamente, perdidamente, absurdamente, simplesmente apaixonada pelo namorado da minha melhor amiga.
Por Anellise Duarte






