Vai Embora !
- Você não quer que eu vá embora!
Ele disse com aquele maldito sorriso irônico no rosto esperando que eu caísse na gargalhada em apenas alguns segundos.
Mas não dessa vez.
Eu simplesmente o olhei como se olhasse para algo além dele.
- Eu quero que você vá…
Seu sorriso se transformou em tensão, ele não esperava por isso.
- Vá! – Disse o empurrando – Vá viver! Você precisa ir embora, sentir algo que realmente seja verdadeiro para você…
- Como assim? – Ele perguntou me puxando pelo braço.
- Vai embora, eu quero que você vá.
- Você não sabe o que quer!
- Sei sim e sei o que eu não quero e eu não quero mais você!
Por Anellise Duarte
Choose
- Capitulo 2 -
Deixei-o pra trás e não olhei para ver se ele me seguia, como ele ousava chamar o Fred de mau caráter, ele nem o conhecia, duvido que tenham trocado mais que três ou quatro palavras, mas Jake continuava a insistir que ele não era para mim.
E o que mais me machucava é que ele tinha razão, Fred não era para mim, ele é bonito, engraçado, gentil e já demonstrou que gosta de mim mais do que Jake, mas não é ele que realmente quero, era Jake, sempre foi o Jake, Jake… Jake… E ele nunca realmente percebeu, talvez nem tenha passado pela cabeça dele.
E esse é o meu maior problema, um amor não correspondido… Parece egoísta, com pessoas morrendo de fome pelo mundo afora, mas quem já sofreu disso sabe… E dói muito.
Cheguei a pensar que talvez ele sentisse por mim o mesmo que sinto por ele, todos os sorrisos e olhares, o jeito como segura meu cabelo entre os dedos, como beija minha testa ocasionalmente, mas de uns tempo pra cá ele anda afastado não almoça mais comigo, não me liga e uma vez fingiu que não me viu.
Doeu.
Resolvi seguir em frente e esse seguir em frente seria definitivamente com Fred.
- Susannah, espera.
O sinal tocou e uma enxurrada de alunos invadiu o corredor, continuei andando, sabia que não conseguiria ignorá-lo por muito tempo, tinham a próxima aula juntos, mas não queria ficar ali, tentei fugir, mas claro, não consegui…
Continua …
Por Anellise Duarte
“DESCULPE-ME!” – Parte 3
- Perdoa vai! Alguns gritaram.
- É claro que eu te perdôo. Respondi
Ele me abraçou tão forte que me tirou do chão.
E sussurrei em seu ouvido:
- Vamos sair daqui…
Continuamos na festa por alguns minutos, mas logo conseguimos fugir, ele me levou pro lugar de sempre, o campo de girassol e sentamos na mesma árvore.
- Espera, antes de você falar alguma coisa, eu tenho uma coisa pra te dar. – Ele puxou alguma coisa da mochila. – Toma.
- Uma jaqueta de couro?
- É pra gente combinar, a sua é marrom e mais feminina, mas combina, não?
Eu a vesti e deixei que duas lágrimas escorressem por minha bochecha.
- Por que você está chorando? Não gostou da festa, foi a jaqueta?
- Não… É que eu te amo.
Eu o abracei e ele me beijou.
- Eu sempre te amei, desde o primeiro dia que te vi.
Fim
Por Anellise Duarte
“DESCULPE-ME” – Parte 2
Ele estava em frente à minha casa sentado sobre a moto preta e potente, lindo de morrer, eu tinha que admitir, eu gostava daquela jaqueta de couro, pelo menos a camisa debaixo dela era verde e não preta, caiu bem a ele, combinava com seus olhos, era impressionante o que aquele garoto fazia ao meu coração, como sua presença me afetava, como sua falta me prejudicava, como eu o amava e ele é um idiota, lindo idiota, mas é.
- Você vai deixar ele lá embaixo pra sempre?
- Nós brigamos.
- Hum… Para com isso você o ama. – Minha irmã mais velha disse sorrindo pra mim. – Vem aqui, me de um abraço. – Eu a abracei. – Agora vá lá e resolva isso, não gosto de te ver triste, pegue uma jaqueta vocês não vão brigar na frente de casa, né? Ah! E leve um pedaço do bolo de maça que eu fiz, ele está lá desde seis da manhã.
Eu respirei fundo, peguei uma blusa, o bolo de maça e sai porta afora.
Andei pelo gramado, ele olhava para mim com um meio sorriso no rosto.
- Oi. – Ele disse por fim.
- Oi. – Respondi. – Toma, minha irmã mandou você comer isso.
Ele pegou o prato e aceno para minha casa, provavelmente minha irmã estava olhando da janela.
- Bolo de maçã com canela, isso me traz lembranças. – Ele me disse enquanto colocava um pedaço vantajoso de bolo na boca.
- Hum … – Expressei cruzando os braços.
Quando ele terminou coloquei os pratos nos degraus da porta da frente, ninguém iria roubar um prato e provavelmente minha irmã iria pegá-lo.
- Pronta? – Ele me perguntou.
Acenei com a cabeça, ele sorriu presunçosamente e me ofereceu o capacete, enquanto subia na moto, era bom sentir ele, grudado ao meu corpo, minhas mãos estavam sobre seu peito, eu podia sentir seu coração pulsando, eu não fazia a menor idéia de onde ele estava me levando, e eu realmente não me importava, confiava nele.
- Chegamos…
Eu não sabia onde estávamos, só sabia que era no centro da cidade, estávamos em frente a um café.
- Onde estamos?
- Você está olhando pro lado errado.
Eu me virei, do outro lado da rua estava uma mulher olhando feliz para mim.
- Está vendo aquela mulher olhando para cá? É minha mãe, eu disse a ela que queria te apresentar, sabe como minha namorada oficialmente, está vendo aquela doceria atrás dela? É nossa, pois é, a minha mãe é uma doceira, eu sei que nunca te disse, nem a ninguém no colégio, eu não tenho vergonha dela, tenho vergonha de mim, mas enfim, ela fez um favorzinho pra mim.
A mulher acenou do outro lado e entrou na loja, atravessei a roupa, ele pegou em minhas mãos e me conduziu, para dentro.
- SURPRESA!!
Gritaram de uma só vez, eram todos, minha família, meus amigos, nossos amigos, todos e uma faixa enorme dizia:
“Desculpe-me, Eu amo você!”
Eu não sabia o que dizer, era uma festa de desculpa.
- Perdoa-o, você o ama lembra? Minha irmã disse.
- E ai você vai me perdoar?
Continua …
Por Anellise Duarte
VENHA COMIGO …
Faltavam apenas 20 minutos para o começo da cerimônia, muitos já estavam sentados esperando, alguns corriam de fora para dentro e de dentro para fora da igreja, à única distração era observa o movimento e comentar a decoração.
Alice sentada no último banco observava indiferente, sem saber do porque estava ali, queria ir embora, sumir, mas precisava ver com os próprios olhos o que iria acontecer ali.
Kevin estava no altar com um sorriso nos lábios, às vezes se perguntava se o que estava fazendo era certo, se esse casamento seria o melhor caminho a seguir, ele tinha visto Alice chegar, ela se sentou no último banco e olhava para todos os lados menos para o altar, seria mais fácil para Kevin se ela não tivesse vindo, se ela fingisse que não o queria, mas agora era tarde ele iria se casar com Kimberly não poderia voltar atrás.
A tradicional marcha nupcial começou a entoar todos se levantaram esperando a noiva passar pelo corredor, Kimberly estava linda com seu vestido branco, ela sorria gentilmente para todos seus olhos eram fixos em Kevin, Alice não teve coragem de olhar para Kimberly, sentia que as lágrimas saltariam de seus olhos, não queria chorar nem que a vissem chorando.
Kevin já não sorria mais, no exato momento que Kimberly entrou na igreja tomou uma decisão e não iria voltar atrás era agora ou nunca mais.
Kimberly chegou ao altar seu pai beijou sua testa e entregou sua mão ao rapaz a sua frente que tinha belos olhos verdes e que era seu noivo, Kevin a abraçou, beijou seu rosto e falou em seu ouvido:
- Me perdoe Kim, eu não posso me enganar e seria um cretino se fizesse isso com você.
Kevin acariciou sua bochecha.
- Kevin, o quê… ?
Mas ele não deixou que ela terminasse e saiu pelo corredor, calmo como se isso fizesse parte de cerimônia, ele parou no último banco e estendeu a mão para Alice, que tinha uma lágrima em seus olhos:
-Vamos Alice , eu te amo, venha comigo, vamos embora desse lugar.
Alice pegou em sua mão e partiu com ele.



