Quebre …
Você me faz sentir que eu sou a pior coisa que já aconteceu com você, mas você sabe que tudo é passageiro.
Eu deveria saber que você era um problema, seu sorriso arrogante deveria ter me dito.
Vá, parta me vendo sangrar, isso te faz se sentir melhor? Olhe pra mim e diga que nunca me amou!
É claro que você não tem coragem, por que você sabe que eu carregaria o céu por você.
Leve tudo o que é meu, me quebre como vidro, mas você sabe que nunca me encontrará de novo.
Essa é sua ultima chance, será que você vai conseguir?
Por que você sabe que não vai demorar para me levantar como uma roda gigante.
Eu sei que você vai entender, não posso te esperar, sacuda a areia, não posso me amarrar em você, sinto que é a ultima vez, como em coração partido…
Por Anellise Duarte
Vai Embora !
- Você não quer que eu vá embora!
Ele disse com aquele maldito sorriso irônico no rosto esperando que eu caísse na gargalhada em apenas alguns segundos.
Mas não dessa vez.
Eu simplesmente o olhei como se olhasse para algo além dele.
- Eu quero que você vá…
Seu sorriso se transformou em tensão, ele não esperava por isso.
- Vá! – Disse o empurrando – Vá viver! Você precisa ir embora, sentir algo que realmente seja verdadeiro para você…
- Como assim? – Ele perguntou me puxando pelo braço.
- Vai embora, eu quero que você vá.
- Você não sabe o que quer!
- Sei sim e sei o que eu não quero e eu não quero mais você!
Por Anellise Duarte
Odeio Você!
- Parte 2 -
- Onde eu estou…?
Ouviu a voz dela com um efeito meu grogue, ele se levantou e sentou-se ao seu lado verificando se estava tudo bem.
- Na minha casa…
- Alex?
- Sim.
- O que aconteceu?
- Você não se lembra?
- Não…
Então ele se deitou ao lado dela, envolveu-a em seus braços e afagou sua bochecha.
- Alex …
- Você disse que me odiava…
- Hum… – Ela olhou nos olhos dele e então ele viu o brilho da recordação passar por eles. – Ah Não! Ah Não! Alex me desculpa, olha tudo o que eu disse era brin…
- Shiuuu! – Alex a silenciou. – E depois você disse que me amava…
Ela ficou em silêncio, Alex podia ver seu nervosismo e decidiu não prolongar sua ansiedade.
- Eu te amo também, desculpe ter demorado tanto tempo para lhe dizer…
Então ele a segurou pela nunca e selou seus lábios no dela.
Por Anellise Duarte
Odeio você!
- Parte 1 -
Ela estava completamente bêbada.
Havia cinco caras ao redor dela, todos cantavam com a música sertaneja que embalava a festa, ela ria, e enchia um copo atrás do outro, ele nunca tinha a visto assim, ela nunca sequer tinha bebido e quando ele o fazia lhe dava broncas sem receio.
Ele tinha que fazer algo pela sua melhor amiga, não podia deixar que ela pagasse esse mico.
Ele a puxou do meu da bagunça a tirou da varanda da casa, levou ela pra sala, e a empurrou pro sofá.
- Ei! – Ela reclamou…
- Annabelle está na hora de você ir pra casa.
- Me deixa em paz!
- Vem eu vou te levar pra casa, você está bêbada.
- Cale a boca! Eu não estou bêbada.
Então ela se levantou e o encarou, seus corpos a apenas dez centímetros um do outro.
- O que você quer Alex? – Perguntou ela num súbito ataque de lucidez.
- Que você vá pra casa.
Então seu rosto ficou vermelho e ele pode ver nos olhos dela que sentia uma raiva profunda.
- Eu te odeio! Eu te odeio!
Ela gritava sem parar mais alto que a música, Alex a segurou pelos braços enquanto ela acertava os punhos em seu peito…
- Por que você me odeia? Tá ficando louca? – Perguntou ele surpreendido.
- Eu te odeio porque era pra mim estar nos seus braços a dois minutos atrás e não aquela pomponete idiota…
Ele olhou para o lado procurando a garota que ele tinha ficado e que mal sabia o nome.
- Sou eu que te amo, e você me tortura ficando com essas piriguetes na minha frente, como pode? Você me machuca e nem se importa com isso, por que está preocupado agora?
Ele não sabia o que dizer e mesmo que tivesse algo não poderia por que logo que Annabelle parou de falar, desmaiou em seus braços.
Ele a deitou no sofá, queria cuidar dela, niná-la em seu peito, afaga seus cabelos, não poderia deixá-la ali a mercê de um louco bêbado.
A pegou no colo, colocou-a dentro do carro e foi em embora, sem dar explicações a ninguém.
Enfiou-a debaixo do chuveiro de roupa e tudo, e ela acordou sufocando com a água gelada, Talita, sua irmã, a limpou, lhe vestiu uma roupa, e a colocou pra dormir na cama de Alex, ele forrou uma cama ao lado e a observou, estava triste por tê-la ferido, por ter feito ela chegar a esse ponto, mas no fundo ele pulava de alegria, por que ele também a amava.
Por Anellise Duarte
Melhor que eu ….
Eu tinha uma em meus braços, suspirando por mim, podia ver os seus olhos brilhando, sentia sua mão suada sobre a minha e como tremia levemente de nervosismo, sabia que a estava iludindo, sabia que estava me tornando um covarde, desprezível e cafajeste e o meu castigo por fazer essa garota sofrer quando perceber que eu sou uma farsa era ver a garota que realmente amava bem na minha frente, sorrindo nervosamente, fugindo de cada investida de cada um dos meus amigos e eu aqui sem um pingo de coragem de levantar desse sofá idiota, abandonar a garota apaixonada ao meu lado (mesmo sabendo que era errado), deixar de ser moleque e virar homem de uma vez por toda, só para tê-la, só para dizer que a amava, antes que ela encontre alguém melhor que eu…
A …
Choose
_Capítulo 1_
- Do que você está falando?
- Você sabe muito bem do que eu estou falando Susannah.
- Não sei não Jake, do que você está falando?
- Daquele cara… Daquele… Não tem uma palavra suficientemente ofensiva para descrevê-lo.
- Você não acha que está exagerando?
- Ah! Não! Eu não estou, eu sei como ele olha pra você, como se fosse… Não sei… Devorá-la talvez.
Olhei para ele perplexa.
- Jake ouve o que você está dizendo.
- Susannah, estou falando sério, ele não é pra você, é um canalha sem caráter, ele só quer te usar, só te usar.
- Você parece um namorado com ciúmes.
- Susannah, você não entende?
- Não, não entendo Jake, ele foi o único que me convidou pro baile, o único que teve a coragem de me convidar mesmo tendo você como ameaça, o único que realmente se importa comigo.
- Eu me importo com você.
- Não sei se consigo acreditar nisso.
Continua …
Por Anellise Duarte
Deveria ser eu …
Eu posso vê-lo daqui, todos ao meu redor sabem que eu estou olhando para ele, todos acham que estou morrendo aos poucos e todos estavam certos, porque eu posso vê-lo daqui, abraçado a ela, rindo, de mãos dadas e testas juntas.
Ele sabe que tem meu coração, sabe que deveria ser eu e não ela, ele tem que saber que eu estava ali, sangrando, eu queria ver com os meus próprios olhos, ele sabe que sou eu que o ama, que ela não poderá amá-lo como o amo.
Era para minha mão estar debaixo da dele , deveria ser eu sentada naquele banco, será que se eu gritar ele vai ouvir? Aqui, sozinha, sentindo meu coração sendo esmagado por ele, que um dia me fez feliz.
Por quê? Por que ele não consegui ver, que eu preciso dele e que ele quebrou meu coração?
A luz resplandeceu por um segundo em seu rosto e de longe o vejo olhar em minha direção e um sorriso some do seu rosto e antes que ele possa ter qualquer reação, virei e fui embora, sem olhar pra trás, porque agora ele sabia que deveria ser eu!
Por Anellise Duarte
USANDO …
Usada? Eu ? Não…
Você foi usado, eu que te usei.
Você achou o que? Que chegaria perto, me falaria palavras bonitas, enrolaria meus cabelos em seus dedos e simplesmente eu cairia de amor por você?
Coitado.
Você foi tão ingênuo e auto-confiante que ficou cego, e eu me dei o direito de dizer que você é um trouxa e de marca maior, hipócrita, não percebe que tudo que aconteceu passou, que eu não sou mais sua e que não o amo mais como um dia já te amei, claro que você foi importante e que o desejo bem e que seja feliz, mas hoje eu amo mais a mim mesma.
Há alguém… Outra pessoa, diferente, sincera, realista que me mostrou que posso mudar, me mostrou que existem pessoas diferentes de você e que podem me amar.
Não fique triste, se o consola um dia eu te amei, até o dia que percebi que só estava te usando.
Por Anellise Duarte
“DESCULPE-ME!” – Parte 1
- Não adianta gritar, espernear o que você quiser… Eu sei que lá no fundo você não é assim, é só uma mascara ridícula, que você pôs para se proteger…
Ela tinha toda razão.
- No começo era até fofo, excitante, você com essa cara de mal, só usa preto e jaqueta de couro… uuhhll – Ela levantou os braços, acho que ela tentou satirizar-me, mas não entendi aonde ela queria chegar. – Mas você fala palavras difíceis, e gosta de literatura, tira nota abaixo da media só pra continuar naquela turminha ridícula.
- Você não gosta da minha jaqueta de couro? – Ela revirou os olhos. – É couro legítimo…
- Você só ouviu isso?
- Não, eu ouvi tudo…
- Caramba, você é um idiota! – Ela me deu um soco no braço esquerdo. – E o pior de tudo é que eu me apaixonei por você, e não pelo cara malvado, bad boy e galinha que você fingiu ser, foi por você, pelo que você é, mas eu já vi que não adianta você nunca vai entender isso.
Ela virou as costas e saiu andando, simplesmente andando, deixei que ela se fosse, eu a conhecia tão bem, sabia cadê história, cada cicatriz, cada pinta, só tinha uma coisa a fazer ter paciência e pedir desculpas.
Continua …
Por Anellise Duarte
Annie você está bem?
Era segunda-feira e o tempo lá fora parecia zombar de Annie, o seu ar de melancolia e as lagrimas que escorriam em seu rosto pareciam estar sincronizada com as gotas de água que caiam do céu como uma orquestra afinada.
Não poderia ser verdade, ela era sua melhor amiga. Eram sete horas da manhã o que realmente não fazia diferença, estava chorando a horas, seus olhos estavam inchados, seus seios pareciam pesados, ela falava a si mesmo levante, reaja, mas suas pernas não à obedeciam.
Por quê? Ela não entendia, ela confiava tanto nele, afinal das contas eles eram namorados, ela não entendia, ela não acreditava.
O erro foi meu? Annie se perguntava, deitada na cama ela se revirava incomodada, o quarto estava escuro, tudo estava indo tão bem, ela estava tão feliz.
Ele tinha sido seu primeiro namorado.
Por que ela? Por que sua melhor amiga? Com quem ela poderia desabafar agora, ela não poderia contar com a mãe, ela diria que isso teria acontecido mesmo, que ela tinha me avisado, mas Annie tinha certeza que ele seria o certo de que seria para sempre, mas não foi.
Annie se levantou e arrastou o corpo até o banheiro não queria se olhar no espelho, não queria ir para escola, não queria ver o rosto dos colegas murmurando coisas sobre aquilo, não queria ver os amigos com aquela expressão de pena no rosto, queria somente chorar, espantar as magoas, mas ela precisava reagir, ela precisava continuar, ela precisava…
Por Anellise Duarte








