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Cello …


Eu o olhava, ele sorria em quanto seus dedos tremiam sobre as cordas, comprido e cheio de curvas, um instrumento tocado sentado e ao mesmo tempo totalmente eletrizante, mas o que era eletrizante mesmo era vê-lo sorrir pra mim, sentir que sua atenção era minha e que por mais que ele amasse a música e seu violoncelo podia sentir que me amava mais do que tudo.

“Smooth Criminal” era essa a música, simplesmente Michael Jackson, minha preferida dele, simplesmente porque ele dizia “Annie você está bem?” e sim eu me sentia ótima, roubada e aturdida, mas ótima, ele roubou meu coração com um violoncelo…

Um violoncelo…

Os olhos dele brilhavam, seu sorriso era encantador, ele irradiava luz, calor, amor, notas agudas e graves, o arco curvado, não tirava os olhas de mim, sem errar uma nota, simplesmente tocando como se fosse fácil e natural.

Era ele, e eu já não tinha palavras, porque eu simplesmente o amava…

- Annie você está bem?

Perguntou ele rindo dá pequena piada com e música e meu nome.

- Eu te amo…

Foi o que eu consegui dizer…

Então ele apoiou o violoncelo no chão puxou a minha cadeira até que meus joelhos roçassem nos dele e me beijou primeiro nos olhos e depois o nariz e então meus lábios.

E tive certeza que tudo dali pra frente seria nós dois e um violoncelo de presente.

Por Anellise Duarte

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=jjOQac1vOEc&list=FLrutGDLe45S697xUs6nBT7w&index=1&feature=plpp_video

Te ver com ela …

 

- Carol! … Carol!

Ele a chamava de longe, ela sabia que ele estava correndo para alcança-la, ela sempre sonhou em um dia ele vir correndo atrás dela, mas não agora, não por aquele motivo.

- Carol, me espera!

Ela parou bruscamente o fazendo trombar com ela.

- Carol, preciso falar com você…

- Caroline.

- Como assim? – Perguntou ele confuso.

- Meu nome é Caroline. – Ela não queria ser mais a Carol, não a “Carol” dele, queria Ser Caroline.

-Tá bom, Caroline… – Disse ele com ironia.- Olha Carol, você é minha melhor amiga, quero que saiba disso..

-Pedro por que você veio aqui? O que você quer de verdade?

- Porque você não fala mais comigo.

- Onde você quer chegar?

- Carol, você é minha melhor amiga, não quero te perder.

- Não posso mais ser sua melhor amiga, Pedro.

- Por que não?

- Porque eu não quero ser sua amiga, eu sempre quis ser mais, você nunca percebeu?

Ela esperou alguma reação, qualquer reação, mesmo que fosse em desprezo, mas ele não fez nada.

- Eu sei que você ama outra garota e é por isso que não posso ser sua amiga, porque eu não suporto te ver com ela.

 

Por Anellise Duarte 

Vou me lembrar .

Ele estava lá, sentado sozinho, sorrindo para alguém e eu perdida em seus olhos imaginando seus pensamentos, seus sonhos, será que eu já o amava? Era sexta-feira a noite, fiz de tudo para que ele sentasse ao meu lado, não queria ser do tipo fácil queria mostrar a ele que eu era especial, que ele não iria sofrer comigo que poderia ser ele mesmo, mas aquilo era só uma festa, amanhã ele não iria lembrar de mim, seria tudo uma vaga lembrança de uma noite que se foi.

Ele se levantou, olho em minha direção, olhei pra trás procurando o que ele estava olhando então ele se posicionou a minha frente:

- Quer dançar? – Perguntou-me sorrindo.

Coloquei minha mão na sua, ele me puxou, coloquei meu corpo ao seu, ele sorriu.

- Amanhã vou me lembrar de você …

Por Anellise Duarte 

“A Três Metros … … … … … … ºº “

 

“Ele a viu de longe, ela estava linda, vinha do final da rua, olhava frequentemente para trás, parecia estar com pressa.

- Oi – Disse ela e selou seus lábios na sua bochecha, ele apenas respondeu com um sorriso.

Começaram a andar em silêncio, ele queria pegar em sua mão, sabia que não eram mais namorados, mas a cada palavra, a cada passo ou piscar de olhos dela a esperança de que ela ainda o queria aumentava, uma covardia.

Ele apenas deixou que suas mãos rosassem e por fim agarrou a mão dela com força, para que não escapasse. andaram assim por um bom tempo.

E fico a imaginar querido leitor que se passava na cabeça daquela garota, desprezível, egoísta e insensível.

Eles chegaram, por fim, ao destino final e então se abraçaram, um abraço forte, como aqueles de despedida, ele sugou o máximo do perfume dela que poderia encher seus pulmões, queria marcar, lembrar do cheiro dela, fechou os olhos e imaginou como seria se ela o aceitasse de volta.

- Eu estava pensando, a gente poderia tentar de novo.

- Não, eu não posso.

Ele não insistiu, fingiu entender seus motivos e sorriu, o sorriso mais sincero que já vi, o sorriso mais triste que um dia ele deu.

E eu estava lá a uns 3 metros deles, observando com os braços cruzados, eu podia sentir, podia ouvir o que ele sentia, e o mais triste dessa estória é que ele ainda não percebeu que sinto o mesmo que ele sentiu quando me abraçou naquele dia.”

 

Por Anellise Duarte

Um Segredo …

Eu subia as escadas feliz, tinha novidades para contar à clara.

- Clara! – Gritei pulando os dois degraus de uma vez.

- Conta pra ela. – Ouvi Clara dizer.

- Não eu não posso! – Filipe responde.

- Pode sim! – Clara decidiu.

- Oi pessoal! – Gritei.

- Oi Sam! Eu vou ali à esquina já volto! Tchau!

- Espera…

- Calma Sam, deixa ela ir… Preciso te contar um segredo.

- Hum… Um segredo… Fala fedex. – Disse me jogando no primeiro puff que encontrei.

Eu esperava por tudo, tipo eu sou gay ou então minha mãe morreu, quem sabe eu e a Clara estamos namorando, mas a ultima logo excluir, pois a própria Clara me contaria, poderia até ser comprei um poodle pra você, mas o que ele falou foi além.

- Eu amo você.

- Acho que você errou a palavra, o certo seria eu odeio você e isso não é segredo.

- Não, eu amo você.

- Você tá zoando com a minha cara?

- Não, eu não estou.

- Você quer brigar é?

- Não Sam, eu pensei que estivesse apaixonado e que iria passar logo, mas não passou daí eu perguntei pra Clara e ela me disse que eu não estava apaixonado por você ela disse que eu te amava.

- Isso sim é um segredo.

- A Clara disse que seria melhor eu te contar, mas já vi que não foi, esquece.

Ele virou as costas e deu três passos antes que eu pudesse ter alguma reação.

- Espera.

Ele virou de volta para mim, diminui a distancia entre nós e toquei os seus lábios com os meus.

- Você entendeu? Perguntei

- Acho que sim… peraí. – Ele me puxou pela cintura e grudou seu corpo ao meu, afagou meus cabelos e me beijou – Agora sim eu entendi.

Eu sorri para ele.

 

Por Anellise Duarte 

Annie você está bem?

Era segunda-feira e o tempo lá fora parecia zombar de Annie, o seu ar de melancolia e as lagrimas que escorriam em seu rosto pareciam estar sincronizada com as gotas de água que caiam do céu como uma orquestra afinada.

Não poderia ser verdade, ela era sua melhor amiga. Eram sete horas da manhã o que realmente não fazia diferença, estava chorando a horas, seus olhos estavam inchados, seus seios pareciam pesados, ela falava a si mesmo levante, reaja, mas suas pernas não à  obedeciam.

Por quê? Ela não entendia, ela confiava tanto nele, afinal das contas eles eram namorados, ela não entendia, ela não acreditava.

O erro foi meu? Annie se perguntava, deitada na cama ela se revirava incomodada, o quarto estava escuro, tudo estava indo tão bem, ela estava tão feliz.

Ele tinha sido seu primeiro namorado.

Por que ela? Por que sua melhor amiga? Com quem ela poderia desabafar agora, ela não poderia contar com a mãe, ela diria que isso teria acontecido mesmo, que ela tinha me avisado, mas Annie tinha certeza que ele seria o certo de que seria para sempre, mas não foi.

Annie se levantou e arrastou o corpo até o banheiro não queria se olhar no espelho, não queria ir para escola, não queria ver o rosto dos colegas murmurando coisas sobre aquilo, não queria ver os amigos com aquela expressão de pena no rosto, queria somente chorar, espantar as magoas, mas ela precisava reagir, ela precisava continuar, ela precisava…

Por Anellise Duarte

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