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Odeio Você!

- Parte 2 -

- Onde eu estou…?

Ouviu a voz dela com um efeito meu grogue, ele se levantou e sentou-se ao seu lado verificando se estava tudo bem.

- Na minha casa…

- Alex?

- Sim.

- O que aconteceu?

- Você não se lembra?

- Não…

Então ele se deitou ao lado dela, envolveu-a em seus braços e afagou sua bochecha.

- Alex …

- Você disse que me odiava…

- Hum… – Ela olhou nos olhos dele e então ele viu o brilho da recordação passar por eles. – Ah Não! Ah Não! Alex me desculpa, olha tudo o que eu disse era brin…

- Shiuuu! – Alex a silenciou. – E depois você disse que me amava…

Ela ficou em silêncio, Alex podia ver seu nervosismo e decidiu não prolongar sua ansiedade.

- Eu te amo também, desculpe ter demorado tanto tempo para lhe dizer…

Então ele a segurou pela nunca e selou seus lábios no dela.

Por Anellise Duarte 

Odeio você!

- Parte 1 -

Ela estava completamente bêbada.

Havia cinco caras ao redor dela, todos cantavam com a música sertaneja que embalava a festa, ela ria, e enchia um copo atrás do outro, ele nunca tinha a visto assim, ela nunca sequer tinha bebido e quando ele o fazia lhe dava broncas sem receio.

Ele tinha que fazer algo pela sua melhor amiga, não podia deixar que ela pagasse esse mico.

Ele a puxou do meu da bagunça a tirou da varanda da casa, levou ela pra sala, e a empurrou pro sofá.

- Ei! – Ela reclamou…

- Annabelle está na hora de você ir pra casa.

- Me deixa em paz!

- Vem eu vou te levar pra casa, você está bêbada.

- Cale a boca! Eu não estou bêbada.

Então ela se levantou e o encarou, seus corpos a apenas dez centímetros um do outro.

- O que você quer Alex? – Perguntou ela num súbito ataque de lucidez.

- Que você vá pra casa.

Então seu rosto ficou vermelho e ele pode ver nos olhos dela que sentia uma raiva profunda.

- Eu te odeio! Eu te odeio!

Ela gritava sem parar mais alto que a música, Alex a segurou pelos braços enquanto ela acertava os punhos em seu peito…

- Por que você me odeia? Tá ficando louca? – Perguntou ele surpreendido.

- Eu te odeio porque era pra mim estar nos seus braços a dois minutos atrás e não aquela pomponete idiota…

Ele olhou para o lado procurando a garota que ele tinha ficado e que mal sabia o nome.

- Sou eu que te amo, e você me tortura ficando com essas piriguetes na minha frente, como pode? Você me machuca e nem se importa com isso, por que está preocupado agora?

Ele não sabia o que dizer e mesmo que tivesse algo não poderia por que logo que Annabelle parou de falar, desmaiou em seus braços.

Ele a deitou no sofá, queria cuidar dela, niná-la em seu peito, afaga seus cabelos, não poderia deixá-la ali a mercê de um louco bêbado.

A pegou no colo, colocou-a dentro do carro e foi em embora, sem dar explicações a ninguém.

Enfiou-a debaixo do chuveiro de roupa e tudo, e ela acordou sufocando com a água gelada,  Talita, sua irmã, a limpou, lhe vestiu uma roupa, e a colocou pra dormir na cama de Alex, ele forrou uma cama ao lado e a observou, estava triste por tê-la ferido, por ter feito ela chegar a esse ponto, mas no fundo ele pulava de alegria, por que ele também a amava.

Por Anellise Duarte

Choose

- Capitulo 2 -

Deixei-o pra trás e não olhei para ver se ele me seguia, como ele ousava chamar o Fred de mau caráter, ele nem o conhecia, duvido que tenham trocado mais que três ou quatro palavras, mas Jake continuava a insistir que ele não era para mim.

E o que mais me machucava é que ele tinha razão, Fred não era para mim, ele é bonito, engraçado, gentil e já demonstrou que gosta de mim mais do que Jake, mas não é ele que realmente quero, era Jake, sempre foi o Jake, Jake… Jake… E ele nunca realmente percebeu, talvez nem tenha passado pela cabeça dele.

E esse é o meu maior problema, um amor não correspondido… Parece egoísta, com pessoas morrendo de fome pelo mundo afora, mas quem já sofreu disso sabe… E dói muito.

Cheguei a pensar que talvez ele sentisse por mim o mesmo que sinto por ele, todos os sorrisos e olhares, o jeito como segura meu cabelo entre os dedos, como beija minha testa ocasionalmente, mas de uns tempo pra cá ele anda afastado não almoça mais comigo, não me liga e uma vez fingiu que não me viu.

Doeu.

Resolvi seguir em frente e esse seguir em frente seria definitivamente com Fred.

- Susannah, espera.

O sinal tocou e uma enxurrada de alunos invadiu o corredor, continuei andando, sabia que não conseguiria ignorá-lo por muito tempo, tinham a próxima aula juntos, mas não queria ficar ali, tentei fugir, mas claro, não consegui…

 Continua …

Por Anellise Duarte 

Melhor que eu ….

 

 

Eu tinha uma em meus braços, suspirando por mim, podia ver os seus olhos brilhando, sentia sua mão suada sobre a minha e como tremia levemente de nervosismo, sabia que a estava iludindo, sabia que estava me tornando um covarde, desprezível e cafajeste e o meu castigo por fazer essa garota sofrer quando perceber que eu sou uma farsa era ver a garota que realmente amava bem na minha frente, sorrindo nervosamente, fugindo de cada investida de cada um dos meus amigos e eu aqui sem um pingo de coragem de levantar desse sofá idiota, abandonar a garota apaixonada ao meu lado (mesmo sabendo que era errado), deixar de ser moleque e virar homem de uma vez por toda, só para tê-la, só para dizer que a amava, antes  que ela encontre alguém melhor que eu…

 

 

 

A …

Choose

_Capítulo 1_ 

- Do que você está falando?

- Você sabe muito bem do que eu estou falando Susannah.

- Não sei não Jake, do que você está falando?

- Daquele cara… Daquele… Não tem uma palavra suficientemente ofensiva para descrevê-lo.

- Você não acha que está exagerando?

- Ah! Não! Eu não estou, eu sei como ele olha pra você, como se fosse… Não sei… Devorá-la talvez.

Olhei para ele perplexa.

- Jake ouve o que você está dizendo.

- Susannah, estou falando sério, ele não é pra você, é um canalha sem caráter, ele só quer te usar, só te usar.

- Você parece um namorado com ciúmes.

- Susannah, você não entende?

- Não, não entendo Jake, ele foi o único que me convidou pro baile, o único que teve a coragem de me convidar mesmo tendo você como ameaça, o único que realmente se importa comigo.

- Eu me importo com você.

- Não sei se consigo acreditar nisso.

Continua …

Por Anellise Duarte

Poderia ter sido. -²-

 

Foi ele que escolheu terminar comigo, foi ele que se afastou, disse que não estava pronto para um relacionamento sério, que queria se formar antes de se envolver tão profundamente com alguém, mas já era tarde demais, eu estava envolvida até o pescoço com ele, tudo na minha vida era ele, então ele vai embora sem dizer adeus, leva um pedaço de mim junto com ele e nem se importou com o que aconteceu comigo.

Então aquele frase me abalou, de uma forma totalmente devastadora, por que a verdade é que eu sentia o mesmo, eu seria feliz se estivesse com ele só com ele, não precisaria de mais nada.

- Hãm… Desculpe-me, não quis ofende-la. – Disse Guilherme.

- Não tudo bem, é que o que aconteceu entre a gente… hãm… Foi muito forte pra mim…

- Pra mim também foi.

- Se tivesse sido realmente você não teria ido embora.

- Por favor, me perdoa!

- Acho que não posso…

- O que eu posso fazer para que você me perdoe…

- Descubra sozinho…

 

Por Anellise Duarte 

Poderia ter sido.

 

Você tem alguém que te faz pensar em como a vida poderia ter sido?

Eu tenho e ele estava na minha frente sorrindo como um adolescente, ainda tinha os mesmos olhos joviais e alegres, o sorriso charmoso, os cabelos eram mais curtos, ainda era lindo.

Nos esbarramos por acaso, numa esquina qualquer, estava indo para casa, era final de tarde de uma sexta-feira ensolarada e tudo o que eu queria era um sofá, meu sofá, trombamos com força e ele me segurou para não cair.

- Catarina?

- Ah… Ops… Descul… – Parei de falar quando o avistei – Guilherme?

- Oi… – Disse ele ainda me segurando pelos braços.

- Oi… – Respondi me soltando do seu abraço e um silêncio constrangedor caiu sobre nós.

- Hãm… Quer tomar um café? Eu conheço um lugar aqui perto?

- Tá. – Concordei mais rápido do que gostaria e agora estou aqui olhando para seu rosto bonito, imaginando como seria minha vida ao lado dele.

Talvez tivéssemos sido felizes, talvez sim, talvez não, quem saberia dizer?

- Você é feliz? – Perguntei-lhe, era a única coisa que realmente importava, a única que eu queria saber.

- Eu seria se estivesse com você.

 

Por Anellise Duarte 

Alguém como você !

 

- Eu preciso de alguém… Alguém assim… Como você…

Foi o que ele disse

O que eu diria?

“Oh! Eu também preciso de você!”, não foi exatamente um  “eu te amo” que ele pronunciou, mesmo eu querendo que fosse.

Engraçado, como as palavras podem nos ferir, singulares e doces palavras.

- Ah… Não sei se alguém assim como eu seria a melhor opção… – Disse escondendo o rosto.

- Ah, você é sim a melhor opção. – Disse ele imitando o meu “Ah” – Você é bonita, inteligente, sagaz e engraçada.

- Sagaz?

- É… Aquele seu jeito de sempre ter uma resposta na ponta da língua, é encantador, conquista qualquer um…

O Quê?

Conquista qualquer um? A dúvida era: Conquistou você?

Enrubesci na hora, eu queria falar alguma coisa, mas as palavras não saiam.

- E eu preciso de alguém como você porque é você que eu amo.

- Tá! Agora você pode parar de zombar de mim.

Ele não disse nada, apenas segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou.

É. Na boca!

 

Por Anellise Duarte 

Deveria ser eu …

 

Eu posso vê-lo daqui, todos ao meu redor sabem que eu estou olhando para ele, todos acham que estou morrendo aos poucos e todos estavam certos, porque eu posso vê-lo daqui, abraçado a ela, rindo, de mãos dadas e testas juntas.

Ele sabe que tem meu coração, sabe que deveria ser eu e não ela, ele tem que saber que eu estava ali, sangrando, eu queria ver com os meus próprios olhos, ele sabe que sou eu que o ama, que ela não poderá amá-lo como o amo.

Era para minha mão estar debaixo da dele , deveria ser eu sentada naquele banco, será que se eu gritar ele vai ouvir? Aqui, sozinha, sentindo meu coração sendo esmagado por ele, que um dia me fez feliz.

Por quê? Por que ele não consegui ver, que eu preciso dele e que ele quebrou meu coração?

A luz resplandeceu por um segundo em seu rosto e de longe o vejo olhar em minha direção e um sorriso some do seu rosto e antes que ele possa ter qualquer reação, virei e fui embora, sem olhar pra trás, porque agora ele sabia que deveria ser eu!

 

Por Anellise Duarte

Jurando Não Olhar …!

Este conto é a visão “dele” do conto Esbarrar … 

Eu era um idiota em pensar que ela gostava de mim do mesmo jeito que eu, claro que não, simplesmente porque eu não gostava dela, eu simplesmente a amava.

Ironia …

Falaram-me que ela estava “caidinha por mim”, isso foi há alguns anos eu realmente fingi não escutar, ela não era importante, só mais uma de tantas outras, mas ela chegou de mansinho, como quem não quer nada e roubou meu coração, danada essa garota, fugiu com ele nas mãos e nem ao menos percebeu, tão fria.

E eu estou aqui me sentindo um idiota em estar pensando nela, sabendo que ela saiu com aquele cara só para me provocar, só pra me ver implorar e admitir que a amo.

Mas lá estava ela na frente da minha escola, olhando para os lados, parecia extremamente nervosa, me aproximei e disse:

- O que você faz aqui? – Coloquei o meu melhor tom de ironia.

Ela se virou, tinha as bochechas rosadas e  olhou nos meus olhos apenas por um segundo.

- Ah… Oi. – Ela respondeu.

- Oi. – Respondi.

- Tudo bem com você? – Perguntou-me com o rosto no chão.

- Tudo. – Disse sem prolongar a conversa.

- Acho que te devo desculpas …

- A vida é sua, não me deve explicações.

- Por favor…

- Tenho que ir. – Disse esperando por um fim em tudo.

- Ok. – Disse ela e me arrependi na hora.

- Olha, a gente pode se encontrar no parque depois? Que tal seis da tarde?

-Táh ! – Ela me respondeu com um sorriso.

Virei-me para ir, jurando para mim mesmo que não olharia para trás, mas não resisti e por dois segundos quando a olhei percebi que realmente a amava.

Continua…

Por Anellise Duarte

Garça ^ ” ^

Eu não conseguia parar de rir, era contagiante, e quanto mais ele olhava para mim com aquela cara de bobo sem razão mais eu me debulhava em gargalhadas.

Ele era divertido mesmo quando não queria ser e isso era um defeito, admito, mas eu amava isso nele, ridículo como era seu efeito e mim, era só pegar minha mão e me puxar um pouco mais pra perto que o meu coração acelera e minha voz falha, mas não é falta de confiança, pelo contrario, é falta de ar, de espaço, de razão, e eu me seguro para não pular em seu pescoço e dizer que te amo mais do que ele imagina.

- Por que você está rindo tanto assim? Parece uma Garça.

- Não me chama de Garça …  Peraí, não são as Hienas e se usa nessa comparação?

- É, mas já está muito batido.

- Eu não te aguento Vinícius!  

- Eu sei que você me ama.

- Ah é ! Como você sabe?

Ele me puxou, enlaçou seus braços em minha cintura e disse:

- Porque eu te amo também.

Por Anellise Duarte

“ele não gosta de você !” Parte 2

 

 

Ele não gosta de mim, eu tinha que admitir, ele não me ama, meu coração se conformou mais rápido que esperava, mais fácil do que pensei, começava a me sentir mal, já estava me perguntando se realmente o amei ou se era só o meu coração tentando me enganar, tentando me aludir.

Desde que Gabriel disse que me amava tudo mudou, eu ainda não tinha falado com ele, mas algo estava na minha garganta louco pra sair, eu não podia mais segurar, então peguei minha bolsa e sai de casa, a casa dele ficava a apenas dois quarteirões, deixei me levar pela brisa e quando percebi já tinha batido na porta, não esperei ele atender, abri a porta e subi as escadas em direção ao seu quarto.

Escancarei a porta com um baque e lá estava ele, esparramado pela cama, sem camisa, babando como um bebê, larguei a minha bolsa ali mesmo e me aproximei dele, observei-o por algum tempo e então ajoelhei ao seu lado e passei a mão por seus cabelos, senti uma vontade louca de abraçá-lo e de deitar ao seu lado, mas me contive.

- Que bom que você veio, pensei que você nunca mais falaria comigo.

Apenas sorri enquanto ele abria os olhos.

- Senti sua falta. – Respondi-lhe.

- Eu também.

Ele se levantou e eu levantei-me junto.

- Eu quero falar uma coisa pra você. – Disse olhando para baixo.

Olhei para ele, tomei a maior coragem que pude e despejei.

- Você demorou demais para me dizer o que sentia, mas o que quero mesmo é que você saiba que agora eu consigo ver, eu te amo também.

Ele olhou para mim com um sorriso vitorioso, abraçou-me pela cintura e me levantou do chão.

- Eu sabia que você iria ver.

FIM

 

Por Anellise Duarte

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