Odeio Você!
- Parte 2 -
- Onde eu estou…?
Ouviu a voz dela com um efeito meu grogue, ele se levantou e sentou-se ao seu lado verificando se estava tudo bem.
- Na minha casa…
- Alex?
- Sim.
- O que aconteceu?
- Você não se lembra?
- Não…
Então ele se deitou ao lado dela, envolveu-a em seus braços e afagou sua bochecha.
- Alex …
- Você disse que me odiava…
- Hum… – Ela olhou nos olhos dele e então ele viu o brilho da recordação passar por eles. – Ah Não! Ah Não! Alex me desculpa, olha tudo o que eu disse era brin…
- Shiuuu! – Alex a silenciou. – E depois você disse que me amava…
Ela ficou em silêncio, Alex podia ver seu nervosismo e decidiu não prolongar sua ansiedade.
- Eu te amo também, desculpe ter demorado tanto tempo para lhe dizer…
Então ele a segurou pela nunca e selou seus lábios no dela.
Por Anellise Duarte
Choose
_Capítulo 1_
- Do que você está falando?
- Você sabe muito bem do que eu estou falando Susannah.
- Não sei não Jake, do que você está falando?
- Daquele cara… Daquele… Não tem uma palavra suficientemente ofensiva para descrevê-lo.
- Você não acha que está exagerando?
- Ah! Não! Eu não estou, eu sei como ele olha pra você, como se fosse… Não sei… Devorá-la talvez.
Olhei para ele perplexa.
- Jake ouve o que você está dizendo.
- Susannah, estou falando sério, ele não é pra você, é um canalha sem caráter, ele só quer te usar, só te usar.
- Você parece um namorado com ciúmes.
- Susannah, você não entende?
- Não, não entendo Jake, ele foi o único que me convidou pro baile, o único que teve a coragem de me convidar mesmo tendo você como ameaça, o único que realmente se importa comigo.
- Eu me importo com você.
- Não sei se consigo acreditar nisso.
Continua …
Por Anellise Duarte
Alguém como você !
- Eu preciso de alguém… Alguém assim… Como você…
Foi o que ele disse
…
O que eu diria?
“Oh! Eu também preciso de você!”, não foi exatamente um “eu te amo” que ele pronunciou, mesmo eu querendo que fosse.
Engraçado, como as palavras podem nos ferir, singulares e doces palavras.
- Ah… Não sei se alguém assim como eu seria a melhor opção… – Disse escondendo o rosto.
- Ah, você é sim a melhor opção. – Disse ele imitando o meu “Ah” – Você é bonita, inteligente, sagaz e engraçada.
- Sagaz?
- É… Aquele seu jeito de sempre ter uma resposta na ponta da língua, é encantador, conquista qualquer um…
O Quê?
Conquista qualquer um? A dúvida era: Conquistou você?
Enrubesci na hora, eu queria falar alguma coisa, mas as palavras não saiam.
- E eu preciso de alguém como você porque é você que eu amo.
- Tá! Agora você pode parar de zombar de mim.
Ele não disse nada, apenas segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou.
É. Na boca!
Por Anellise Duarte
USANDO …
Usada? Eu ? Não…
Você foi usado, eu que te usei.
Você achou o que? Que chegaria perto, me falaria palavras bonitas, enrolaria meus cabelos em seus dedos e simplesmente eu cairia de amor por você?
Coitado.
Você foi tão ingênuo e auto-confiante que ficou cego, e eu me dei o direito de dizer que você é um trouxa e de marca maior, hipócrita, não percebe que tudo que aconteceu passou, que eu não sou mais sua e que não o amo mais como um dia já te amei, claro que você foi importante e que o desejo bem e que seja feliz, mas hoje eu amo mais a mim mesma.
Há alguém… Outra pessoa, diferente, sincera, realista que me mostrou que posso mudar, me mostrou que existem pessoas diferentes de você e que podem me amar.
Não fique triste, se o consola um dia eu te amei, até o dia que percebi que só estava te usando.
Por Anellise Duarte
…
Ouvi a voz dele três ou quatro vezes hoje e em um impulso virei-me procurando seu rosto.
Será que estou ficando louca? Ou pior, apaixonada?
Não consigo entender, estou perdida em algum lugar ao lado dele e ele aqui dentro de mim sem nem ao menos saber, conectada de alguma forma, involutariamente junto a ele.
Será que isso tem cura?
Passo os dias contandos os minutos que falta para ao menos ouvir sua voz e ontem me peguei com um sorriso bobo pensando nele.
Isso é horrível, extremamente pertubador e quanto mais eu penso em não pensar nele mais sinto que meu coração paira sobre o seu?
Alguém me salve, me tire desse sofrimento tão doce e estranho que estou vivendo, ou então venha me buscar diga que me ama e que sente o mesmo.
Um pequeno e verdadeiro desabafo.
Por Anellise Duarte
Vou me lembrar .
Ele estava lá, sentado sozinho, sorrindo para alguém e eu perdida em seus olhos imaginando seus pensamentos, seus sonhos, será que eu já o amava? Era sexta-feira a noite, fiz de tudo para que ele sentasse ao meu lado, não queria ser do tipo fácil queria mostrar a ele que eu era especial, que ele não iria sofrer comigo que poderia ser ele mesmo, mas aquilo era só uma festa, amanhã ele não iria lembrar de mim, seria tudo uma vaga lembrança de uma noite que se foi.
Ele se levantou, olho em minha direção, olhei pra trás procurando o que ele estava olhando então ele se posicionou a minha frente:
- Quer dançar? – Perguntou-me sorrindo.
Coloquei minha mão na sua, ele me puxou, coloquei meu corpo ao seu, ele sorriu.
- Amanhã vou me lembrar de você …
Por Anellise Duarte
FORTE DEMAIS
Eu estava no quarto, absorta em um mundo que não era meu, mas que me fascinava, estava lendo Dom Casmurro de Machado de Assis o meu livro preferido na literatura brasileira, quieta, estava chovendo e o dia estava propicio para sonecas, então ouvi um carro, ele parou em frente a minha casa com o som muito alto, tocava uma música incomodante, ouvi o bater de porta, alguns passos e o som do portão de casa ser murado com violência. Não me preocupei em saber quem era, não me importava, ouvi minha mãe abri o portão e depois mais passos.
Algo se posicionou à minha frente, levantei a cabeça para identificar o ser que estava me atrapalhando bem no capítulo “O Penteado” e lá estava ele, bem na minha frente, pulei da cama, onde estava sentada e grudei em seu pescoço.
- Eu não acredito, é você! Eu estava tão preocupada.
Afastei-me dele e o olhei dos pés à cabeça, verificando se ele ainda tinha todos os membros, estava todo de preto, jaqueta, camiseta, calça jeans e tênis, tinha o olhar sombrio e os cabelos molhados sobre a testa.
- Você está bem, está inteiro?
Ele não me respondeu, apenas continuou olhando para mim sem ao menos piscar. Segurei seu rosto entre minhas mãos, entrelacei os dedos em seus cabelos e toquei seus lábios com os meus, num beijo singelo e mais rápido do que gostaria, e o abracei novamente.
- Senti tanto a sua falta…
Ele afagou os meus cabelos e disse por fim.
- Eu também senti a sua, por isso que voltei.
Um dia minha mãe me perguntou se eu era apaixonada por ele, mas não, eu não era e só naquele momento eu percebi, que não era aquelas paixonites agudas que passam em menos de dois meses, era mais do que isso e eu não podia explicar o que sentia, era forte demais.
Por Anellise Duarte
“DESCULPE-ME” – Parte 2
Ele estava em frente à minha casa sentado sobre a moto preta e potente, lindo de morrer, eu tinha que admitir, eu gostava daquela jaqueta de couro, pelo menos a camisa debaixo dela era verde e não preta, caiu bem a ele, combinava com seus olhos, era impressionante o que aquele garoto fazia ao meu coração, como sua presença me afetava, como sua falta me prejudicava, como eu o amava e ele é um idiota, lindo idiota, mas é.
- Você vai deixar ele lá embaixo pra sempre?
- Nós brigamos.
- Hum… Para com isso você o ama. – Minha irmã mais velha disse sorrindo pra mim. – Vem aqui, me de um abraço. – Eu a abracei. – Agora vá lá e resolva isso, não gosto de te ver triste, pegue uma jaqueta vocês não vão brigar na frente de casa, né? Ah! E leve um pedaço do bolo de maça que eu fiz, ele está lá desde seis da manhã.
Eu respirei fundo, peguei uma blusa, o bolo de maça e sai porta afora.
Andei pelo gramado, ele olhava para mim com um meio sorriso no rosto.
- Oi. – Ele disse por fim.
- Oi. – Respondi. – Toma, minha irmã mandou você comer isso.
Ele pegou o prato e aceno para minha casa, provavelmente minha irmã estava olhando da janela.
- Bolo de maçã com canela, isso me traz lembranças. – Ele me disse enquanto colocava um pedaço vantajoso de bolo na boca.
- Hum … – Expressei cruzando os braços.
Quando ele terminou coloquei os pratos nos degraus da porta da frente, ninguém iria roubar um prato e provavelmente minha irmã iria pegá-lo.
- Pronta? – Ele me perguntou.
Acenei com a cabeça, ele sorriu presunçosamente e me ofereceu o capacete, enquanto subia na moto, era bom sentir ele, grudado ao meu corpo, minhas mãos estavam sobre seu peito, eu podia sentir seu coração pulsando, eu não fazia a menor idéia de onde ele estava me levando, e eu realmente não me importava, confiava nele.
- Chegamos…
Eu não sabia onde estávamos, só sabia que era no centro da cidade, estávamos em frente a um café.
- Onde estamos?
- Você está olhando pro lado errado.
Eu me virei, do outro lado da rua estava uma mulher olhando feliz para mim.
- Está vendo aquela mulher olhando para cá? É minha mãe, eu disse a ela que queria te apresentar, sabe como minha namorada oficialmente, está vendo aquela doceria atrás dela? É nossa, pois é, a minha mãe é uma doceira, eu sei que nunca te disse, nem a ninguém no colégio, eu não tenho vergonha dela, tenho vergonha de mim, mas enfim, ela fez um favorzinho pra mim.
A mulher acenou do outro lado e entrou na loja, atravessei a roupa, ele pegou em minhas mãos e me conduziu, para dentro.
- SURPRESA!!
Gritaram de uma só vez, eram todos, minha família, meus amigos, nossos amigos, todos e uma faixa enorme dizia:
“Desculpe-me, Eu amo você!”
Eu não sabia o que dizer, era uma festa de desculpa.
- Perdoa-o, você o ama lembra? Minha irmã disse.
- E ai você vai me perdoar?
Continua …
Por Anellise Duarte
Alguém que a salve!
Na grande selva de pedra e nos enormes aranhásseis do centro de São Paulo ela caminha em meio a confusão de passos, sacolas e empurrões. Parecia indiferente ao estresse normal da maior capital do país, seus passos vazios e sem sentido vagavam por uma direção qualquer, gotas de chuva pingavam em seu rosto, mas os ventos fortes as secavam logo, agasalhada com braços cruzados, sua mente em outro lugar, sem saber o que pensar, sem saber o que fazer, andava, somente andava, como se andar fosse a solução de seus problemas.
As lembranças passavam como novela em sua mente, um olhar, um pedido, um abraço, um beijo, uma briga, um acidente, uma morte, uma tentativa de consolo.
Não queria voltar para casa, não queria reviver novamente tudo aquilo, queria andar, esquecer, precisava se entender, precisava se encontrar, mas não conseguia.
Absorta em seus pensamentos, sentimentos e confusões ela volta, sem animo, sem vontade, volta a sua medíocre vida, absorta em músicas de melodias românticas e acordes suaves que falam de mentiras, sentimentos e emoções incompreensíveis e impossíveis para ela.
Ela precisa de alguém, alguém que a salve!
Por Anellise Duarte






